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Pitanguinha Milla
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    Pitanguinha

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    10 palavras para uma história

     

    Minha professora de literatura sugeriu um desafio. Escrever um texto, história, poesia, etc, com 10 palavras que ela escolhera.

    1. passagem
    2. tubarão
    3. diplomata
    4. cogitar
    5. provável
    6. tempo
    7. escrever
    8. besteirada
    9. quebra-galho
    10. tempestade

    O combinado era que a história tivesse sentido e que não ultrapassasse 10 linhas. Meu resultado foi esse:

    A vida

    "Onde iremos chegar?

    Nessa passagem que chamamos de vida

    Num mundo cheio de tubarões e diplomatas

    Que eu não consigo me adaptar

    Eu posso cogitar um tempo para escrever e tentar

    Mudar, é bem provável que eu não consiga

    Nessa tempestade que chamamos de vida

    Um dia, um amigo quebra-galho me disse

    Que não devemos olhar para trás, nem nos arrepender

    Dessa besteirada que chamamos de vida."

    Que tal você tentar agora? Mande seu texto para mim que eu adoraria publicá-lo.

    Beijos

     



    Escrito por Pitanguinha às 19h08
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    Eu poderia estar escrevendo um livro, mas estou escrevendo um blog.

    "Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso só que agora é diferente: estou tão tranqüilo e tão contente."

    Muitas vezes nos empolgamos tanto com uma coisa e acabamos nos decepcionamos. Grande ilusão. Nem sempre tudo sai do jeito que a gente quer e somos obrigados a entender isso da pior maneira possível. Depositamos tantas expectativas nas pessoas e quase sempre nos decepcionamos, seja por besteira ou por algo mais sério. Então comecei a pensar da seguinte forma: não vou depositar tudo em uma única pessoa; vou sempre esperar o pior de todos para não me decepcionar e etc. Mas não consigo agir dessa maneira. O que fazer para retirar essa angústia, a qual me faz sentir que faço tudo errado? Não sei!! Sinceramente essas perguntas são algumas das milhares questões que não podem ser respondidas e sim vividas.

    Esses dias me perguntei o porquê de estar escrevendo um blog. É tão difícil expressar algo, ainda mais quando sabemos que é público. Imagine como deve ser estressante a vida de um jornalista ou colunista que precisa criar textos diariamente. Como ter essa criatividade? Sem contar o fato de que quando imaginamos algo e passamos para o papel, sai totalmente diferente. A linguagem nos limita, ficamos preocupados com as regras gramaticais e nos esquecemos do principal: a história. Entretanto, comecei a escrever sem pensar que alguém irá ler e sem ter a preocupação de estar errando. Aqui posso falar de tudo e da maneira como eu achar melhor, mas isso não seria legal. Até mesmo porque eu não tenho nenhuma verdade para tentar persuadir alguém, e mesmo se tivesse não faria.

    É aqui neste cantinho que consigo desabafar quando estou descontente com algo ou até mesmo só pra ficar enfeitando. Eu não vou morrer se o meu texto não tiver comentários (radical né?), mas acho legal quando alguém entra aqui, lê as minhas idéias e se preocupa em deixar um recado. Em suma, esse blog acabou sendo mais que um diário virtual, ele se tornou um amigo.

    Camila Pitanguinha

     



    Escrito por Pitanguinha às 23h06
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    Filosofia de Banheiro

    As portas dos banheiros públicos servem como suporte para muitas idéias. Quando entramos, não temos mais para onde olhar. Procuramos por todos os lados, numa busca rápida e frustrante, e só encontramos a porta, situada a nossa frente, esperando para ser lida.

    E é mais ou menos assim que funciona a vida, uma busca incessante em encontrar algo, mais especificamente a felicidade. Sempre que vamos desejar algo a alguém falamos: " Que você seja muito feliz ", pois vemos a felicidade como algo que só iremos encontrar no futuro, algo inacessível, mas nos esquecemos de olhar profundamente dentro de nós e sentir a felicidade. Podemos ser felizes a hora que bem entendermos, basta olhar para dentro de si mesmo e ver como somos perfeitos independente da cor, classe social ou até mesmo do corpo. No banheiro vive-se um mundo paralelo, individualizado e distante de toda nossa realidade. Imaginamos os mais insanos pensamentos, e se não gostarmos, basta apenas "darmos descarga" e tudo será desfeito. O que define a felicidade é a capacidade de sonhar, de sentir-se útil, de poder pensar em qualquer coisa e "dar descarga" para apagar tudo. Trancar-se no banheiro podde ser uma maneira de encontrar a felicidade e se o que você encontrar for algo extremamente ruim, lembre-se de usar o papel.

    Camila Pitanguinha




    Escrito por Pitanguinha às 13h15
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